segunda-feira, 2 de abril de 2018

Linha do tempo dos Hominídeos

A evolução das espécies é uma das áreas da ciência que, a meu ver, tem maior potencial para desenvolver a capacidade de pensar logicamente e de entender o desenvolvimento de processos e isto é um dos melhores remédios para os jovens caminharem para a formulação abstrata, desenvolverem pensamentos científicos e afastarem-se da ignorância geradora de certezas.  
As relações causa / efeito borbulham por todos os lados. Africa e America separaram-se? Quando? 
Bem, se estes continentes estiveram juntos, as espécies de um lado logicamente têm ancestrais comuns com as de outro. Que rumo tomou cada uma delas após a separação?
As ratitas, por exemplo, são uma antiga família de aves que inclui as emas do Cerrado e as avestruzes das Savanas africanas, A biologia molecular indica que separam-se depois do afastamento da America do Sul da África. 
Que teorias poderiam explicar o fato de terem um ancestral comum após a separação continental? Uma das teorias é a viagem do ancestral comum com o território onde hoje é a Índia rumo ao choque com a Asia e daí alcançar a África. A Índia separou-se  do grande continente de Gondwana bem depois da separação entre América do Sul e África.  

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10-6 Milhões de anos.


Ancestral comum com gorilas em um processo longo e muito gradual de separação


Mais tarde, o chimpanzé, bonobo e linhagens humanas divergem.

5.8 Milhões de anos.


Orrorin tugenensis, o mais antigo ancestral humano. Os fósseis encontrados até agora sugerem que o Orrorin andava de forma ereta


5.5 Milhões de anos.

Ardipithecus. Traços comuns com os chimpanzés e gorilas. Viveu na floresta. Identificados a partir de fósseis hominóides do noroeste da África. São considerados descendentes dos Orrorin tugenensis e ancestrais diretos dos Australopithecines

4 Milhões de anos.
Australopithecines. Refere-se genericamente a qualquer espécie relacionada ao gênero Australopithecus e Paranthropus. Cérebros do tamanho do de um chimpanzé - 400-500 cm3. Andava sobre duas pernas e são os primeiros ancestrais humanos a viver na Savana.
3,6 milhões de anos.


Encontrei pela primeira vez esta imagem  no livro "A grande história da Evolução" de Richard Dawkins. Mostra pegadas em cinzas vulcânicas deixadas por hominídeos em Laetoli, na Tanzânia, há 3,6 milhões de anos. Considerando que nossa espécie, o homo sapiens, tem por volta de 150 mil anos, encontrar pegadas de nossos ancestrais em um provável  ato de proteção e carinho é emocionante
A pergunta que Dawkins faz ao apresentar a imagem foi a do titulo: "De mãos dadas?". Mary Leakey as descobriu em 1978.



3.2 Milhões de anos.
Lucy, espécime famoso de Australopithecus afarensis, encontrada perto de onde é agora Hadar, na Etiópia




2.7 Milhões de anos.
Paranthropus, viveu em florestas e pastagens, tem enormes mandíbulas para mastigação de raízes e vegetação. Extinto 1.2 milhões de anos atrás. 



2.5 Milhões de anos.
Homo habilis aparece. Seu rosto se sobressai menos que o de hominídeos anteriores, mas ainda mantém muitas características de macaco. 
Cérebro de cerca de 600 cm3.
Os hominídeos começar a utilizar regularmente ferramentas de pedra.
Alguns hominídeos passam a ter dietas ricas em carne, o que pode ter-lhes dado a energia extra que favoreceu a evolução para cérebros maiores.

2 Milhões de anos.
Homo ergaster. Surge na África. Seu volume cerebral alcança até 850 cm3.


1,8-1,5 Milhões de anos.
Homo erectus. É encontrado na Ásia. É o primeiro ancestral verdadeiro dos caçadores-coletores, e também o primeiro a migrar para fora da África em grande número. Cérebro alcança cerca de 1000 cm3.

1.6 Milhões de anos.
Possível primeiro uso esporádico de fogo. Ferramentas de pedra acheulianos, mais complexos, começam a ser produzidos e são a tecnologia dominante até 100 mil anos atrás

600.000 Mil anos.
Homo Heidelbergensis vive na África e na Europa. 

Capacidade cerebral semelhante à dos humanos modernos


500 mil anos

Primeiros indícios de abrigos construídos - cabanas de madeira - identificados a partir de sitios arqueológicos próximos a Chichibu, Japão

400.000 anos.
Os primeiros seres humanos começam a caçar com lanças

325.000 anos.
As mais antigas pegadas humanas deixadas nas cinzas vulcânicas por três pessoas que desceram as encostas de um vulcão na Itália


300 mil anos Homo sapiens?

280.000 anos.
Primeiras lâminas de pedra complexos e pedras de moagem

230.000 anos.
Neandertais aparecem e são encontrados em toda a Europa, até serem extintos com o advento dos humanos modernos, 40.000 anos atrás.

195.000 anos.
Ajustar de acordo com novas descobertas que remetem a 300 mil anos 
A nossa própria espécie Homo sapiens aparece em cena - e começa a migrar por toda a Ásia e Europa. Os mais antigos restos humanos modernos são dois crânios encontrados na Etiópia. O volume médio do cérebro humano é 1.350 cm3.

170.000 anos.
Eva mitocondrial, o antepassado direto a todas as pessoas que vivem hoje, pode ter vivido na África

150.000 anos.
Seres humanos possivelmente capaz de falar. Jóias shell de 100.000 anos de idade sugere que as pessoas que desenvolvem a fala complexo e simbolismo
140.000 anos.
Primeira evidência de comércio de longa distância.

50.000 anos.
"Grande Salto Adiante": a cultura humana começa a mudar muito mais rapidamente do que antes; mortos são enterrados ritualmente; cria-se roupas de peles de animais e são desenvolvidas complexas técnicas de caça  como armadilhas.
Colonização da Austrália por seres humanos modernos.

33.000 anos.
Arte rupestre mais antiga. Mais tarde, os artesãos da Idade da Pedra criam os murais espetaculares em Lascaux e Chauvet, na França.
Homo erectus morre na Ásia, substituído pelo homem moderno

18.000 anos.
Homo Floresiensis*, "Hobbit", encontrado na ilha indonésia de Flores. Tem um metro de altura e cérebros similares, em tamanho, aos chimpanzés. Fizeram ferramentas de pedra.
*Essas conclusões são muito polêmicas.

12.000 anos.
Os humanos modernos chegam às Américas


10.000 anos.
A agricultura - que levou à cerveja!!! - desenvolve-se e espalha-se com o fim da última era glacial. Primeiras aldeias. Possível domesticação de cães.


5.500  anos.
Fim da Idade da Pedra e inicio da Idade do Bronze. Os seres humanos começam a a trabalhar com a fundição do cobre e do estanho e a usá-los em substituição aos instrumentos de pedra.

O corpo congelado de Otzi foi encontrado nos Alpes de Ötztal, na Itália, em 1991. Tem 5.300 anos deidade.

5.000 anos.
Mais antiga escrita conhecida.

4.000 a 3.500 antes de Cristo.
Os sumérios na Mesopotâmia desenvolvem a primeira civilização.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Características gerais dos primatas

A posição filogenética da espécie humana entre as outras espécies


A espécie humana, o Homo sapiens, incluída entre os vertebrados, pertence à classe dos mamíferos. Essa classe, por sua vez, diferenciou-se em várias ordens, entre elas a dos primatas, formada também pelos macacos, gorilas e formas similares. Entre os primatas, a espécie humana é filogeneticamente próxima aos chimpanzés e aos gorilas.
  •  Características gerais dos primatas

Os Primatas, a ordem a que pertencemos, compreende cerca de 181 espécies, desde os pequenos lêmures até aos grandes antropóides e, claro, o Homem. Existem mais de 260 tipos de primatas que, numa visão geral, podem ser divididos em quatro grupos: os macacos inteligentes (chimpanzé, gibões, gorila, orangotango), os macacos do “velho mundo” (nenhum deles têm cauda preensil, como os babuínos, por exemplo), os macacos do “novo mundo” (mais de 75 tipos, cuja maioria, especialmente os maiores, tem cauda preensil utilizada como uma quinta mão, exceto micos e saguis) e os prossímios (cujos cérebros são menores e menos desenvolvidos, geralmente têm um focinho longo e seu sentido do olfato é mais desenvolvido, como os lêmures)...



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sábado, 24 de março de 2018

Seleção artificial

Seleção artificial é o processo conduzido pelo ser humano de cruzamentos com o objetivo de selecionar características desejáveis em animais e plantas. Estas características podem ser, por exemplo, um aumento da produção de carne, leite, lã, seda ou frutas. Para esse fim foram, e são, produzidas diversas raças domésticas, como cães, gatos, pombos, bovinos, peixes e plantas ornamentais. É uma seleção em que a luta pela vida, ou seleção natural, que foi substituída pela escolha humana dos indivíduos que melhor atendem aos seus objetivos. Distingue-se da seleção natural pela intencionalidade presente na intervenção influente.
O processo de seleção artificial ajudou na criação de um modelo que pudesse explicar a variação natural dos seres vivos, a seleção natural.
Os processos de seleção artificial são o endocruzamento e formação de híbridos. Através do endocruzamento o homem promove uma seleção direcional escolhendo os indivíduos portadores das características que pretende selecionar e promove o cruzamento entre os indivíduos selecionados; nas gerações seguintes faz o mesmo tipo de seleção. Desta forma, os genes responsáveis pelas características escolhidas têm aumentado sua frequência e tendem a entrar em homozigose. A população selecionada tem a variabilidade genética reduzida através da semelhança cada vez maior entre os indivíduos que a compõem. É desta maneira que são produzidas linhagens puro-sangue de cavalos, cães etc. Ao mesmo tempo, o criador evita a reprodução de indivíduos que não possuam as qualidades desejadas. Desse modo, a seleção feita por criadores apresenta aspetos positivos e negativos.

A seleção e seus problemas



O melhoramento de plantas através da seleção artificial, por exemplo, tenta explorar a variabilidade genética existente dentro de cada espécie, mas tem apresentado varias limitações por causa do rápido aparecimento de patógenos e seus mutantes. Para esses recursos genéticos adicionais têm sido requeridos mais para preencher as necessidades de geração de variabilidade, imprescindível no combate a doenças que estão ressurgindo. A exploração de espécies afins de plantas cultivadas é uma das maneiras de introduzir genes adicionais em variedades cultivadas, pois o processo de domesticação e a seleção artificial impostos pelo homem têm contribuído para a perda da biodiversidade, fenômeno denominado erosão genética.
Como exemplo, destaca-se o trigo de panificação, no qual, seja considerado uma espécie de ampla base genética, contendo três genomas distintos, a pressão de seleção exercida pelos melhoristas tem contribuído para crescente redução na variabilidade genética. Além disso, genes localizados em genomas distintos têm o poder de neutralizar a expressão e a manifestação de outros genes, dificultando o ganho genético através de seleção. A erosão genética está ocorrendo em virtude de substituições das variedades crioulas por cultivares mais produtivas e de maior grau de uniformidade genética e, também em razão do uso recorrente de poucos genes, como aqueles que conferem resistência a doenças, genes de nanismo e de insensibilidade ao fotoperíodo.


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segunda-feira, 19 de março de 2018

Evolução da Vida

O planeta Terra possui aproximadamente 4,6 bilhões de anos, o que pode ser considerado muito tempo, a depender do referencial. Para nós, seres humanos, esse tempo é quase que inimaginável, uma vez que nossa existência no mundo data de algumas centenas de milhares de anos. A invenção da escrita e a constituição das primeiras civilizações, por sua vez, são ainda mais recentes, iniciando-se há cerca de sete mil anos ou até menos.
Em razão dessa brutal diferença de tempo, torna-se importante estabelecer a distinção entre a escala de tempo geológico e a escala de tempo histórico. O tempo geológico refere-se ao processo de surgimento, formação e transformação do planeta Terra. O tempo histórico, por sua vez, faz referência ao surgimento das civilizações humanas e sua capacidade de comunicação escrita.
Para se ter uma noção aproximada do quanto a existência do ser humano é um mero episódio recente no tempo geológico da Terra, utilizamos algumas analogias. Por exemplo, se toda a história do planeta fosse resumida nas vinte e quatro horas de um dia, a existência da humanidade teria ocorrido nos últimos três segundos desse mesmo dia. Por isso, quando falamos em uma formação de relevo geologicamente antiga, estamos dizendo que ela se formou há alguns poucos milhares de anos, provavelmente em uma das últimas eras geológicas.



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sexta-feira, 16 de março de 2018

Luto a Stephen Hawking








Stephen Hawking, físico britânico, morre aos 76 anos

Além de ser um dos cientistas mais conhecidos no mundo, Hawking era exemplo de determinação por resistir por muitos anos à esclerose lateral amiotrófica.



stephen William Hawkin, físico e pesquisador britânico, morreu aos 76 anos nesta quarta-feira (14) em sua casa na Inglaterra. Hawking se tornou um dos cientistas mais conhecidos do mundo ao abordar temas como a natureza da gravidade e a origem do universo. Também foi um exemplo de determinação por resistir muitos anos à esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa.
A morte foi comunicada por sua família à imprensa inglesa. "Estamos profundamente tristes pela morte do nosso pai hoje", disseram seus filhos Lucy, Robert e Tim. "Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos", afirmaram em um comunicado. A causa da morte ainda não foi divulgada.


Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu na mesma data do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).
No final da década de 1960, Stephen Hawking ganhou fama com sua teoria da singularidade do espaço-tempo, aplicando a lógica dos buracos negros a todo o universo. Ele detalharia o tema ao público em geral no livro "Uma breve história do tempo", best-seller lançado em 1988.
Em 2014, sua história de vida foi contada no filme "A teoria de tudo", que rendeu o Oscar de melhor ator a Eddie Redmayner, que interpretou o físico no cinema.

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Mesmo que esse assunto não tenha relação com biologia, na minha concepção achei melhor homenagear-lo por contribuir de imensa forma na ciência moderna.
meus pêsames para um dos maiores astro-físicos que já viveu nesse mundo, que esteja em paz Stephen Hawking.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Como foi anunciada a teoria da seleção natural

Darwin encontrou uma resposta para o problema de como gêneros divergem ao fazer uma analogia com as ideias de divisão de trabalho na indústria. Variedades especializadas de um gênero, ao encontrarem nichos nos quais sua especialização é mais útil, forçariam a diversificação em espécies. Ele experimentou com sementes, testando a sua habilidade de sobreviver à água salgada, para determinar se uma espécie poderia se transferir para uma ilha isolada pelo mar. Ele também passou a criar pombos para testar a sua hipótese de que a seleção natural era comparável à "seleção artificial" usada por criadores de pombos.

Capa do livro A Origem das Espécies, de 1859
Foi então que, na primavera de 1856, Lyell leu um artigo sobre a introdução de espécies escrito por Alfred Russel Wallace, um naturalista trabalhando no Bornéu. Ciente da similaridade entre este trabalho e o de Darwin, Lyell pressionou Darwin para que publicasse o quanto antes a sua teoria, de forma a estabelecer precedência. Apesar de sua doença, Darwin iniciou o livro de três volumes intitulado "Seleção Natural" ("Natural Selection"), obtendo espécimes e informações de naturalistas como Asa Gray e o próprio Wallace. Em dezembro de 1857, quando trabalhava em seu livro, Darwin recebeu uma carta de Wallace perguntando se ele se aprofundaria na questão das origens do homem. Ciente dos temores de Lyell, Darwin respondeu: "Eu acho que irei evitar completamente este assunto, uma vez que ele é rodeado de preconceitos, embora eu admita que este é o maior e mais interessante problema para um naturalista". Ele então encorajou Wallace a teorizar sobre o tema, dizendo "não há observações boas e originais sem especulação". Quando o seu manuscrito já alcançava 250 mil palavras, em junho de 1858, Darwin recebeu de Wallace o artigo em que aquele descrevera o mecanismo evolutivo que concebera. Wallace também solicitara a Darwin que o enviasse a Lyell. Darwin assim o fez, embora estivesse chocado que ele tivesse sido "prevenido" do fato. Embora Wallace não tivesse solicitado a publicação, Darwin se ofereceu para enviar o artigo a qualquer revista que ele desejasse. Ele descreveu o que se passava para Lyell e Hooker. Estes concordaram em uma apresentação conjunta na Lynnean Society, em 1 de julho, do artigo intitulado "Sobre a Tendência das Espécies de formarem Variedades; e sobre a Perpetuação das Variedades e Espécies por Meios Naturais de Seleção" (On the Tendency of Species to form Varieties; and on the Perpetuation of Varieties and Species by Natural Means of Selection). Infelizmente, o filho caçula de Darwin faleceu e ele não pôde comparecer à apresentação.
O anúncio inicial da teoria atraiu pouca atenção. Ela foi mencionada brevemente em algumas resenhas, mas para a maioria dos revisores era apenas mais uma entre muitas variações de pensamento evolutivo. Nos treze meses seguintes Darwin sofreu com sua saúde precária e fez um enorme esforço para escrever um resumo de seu "grande livro sobre espécies". Recebendo constante encorajamento de seus amigos cientistas, ele finalmente terminou o texto e Lyell cuidou para que o mesmo fosse publicado por John Murray. O livro recebeu o título "Sobre a origem das espécies por meio de seleção natural" (On the Origin of Species by Means of Natural Selection) e, quando foi colocado à venda em 22 de novembro de 1859, esgotou o estoque de 1250 cópias rapidamente. Naquela época, o termo "evolucionismo" implicava criação sem intervenção divina e, por isso, Darwin evitou usar as palavras "evolução" ou "evoluir", embora o livro terminasse anunciando que "um número incontável das mais belas e maravilhosas formas evoluíram e estão evoluindo". O livro só mencionava brevemente a ideia de que seres humanos também deveriam evoluir tal qual outros organismos. Darwin escreveu de forma propositadamente atenuada que "luz será lançada no tocante à origem do homem e sua história".
Reação
Ver artigo principal: Efeito social da teoria evolutiva e Controvérsia da criação vs. evolução
Caricatura publicada na revista Hornet, onde Darwin é retratado como um macaco.
O livro de Darwin iniciou uma controvérsia pública que ele acompanhou atentamente, obtendo cortes de jornais de milhares de resenhas, críticas, artigos, sátiras, paródias e caricaturas. Críticos foram rápidos em apontar as implicações não discutidas no livro de que "homens fossem descendentes de macacos" ("men from monkeys"). Entretanto, houve resenhas favoráveis, entre elas, uma publicada no The Times escrita por Huxley que incluía críticas a Richard Owen, um expoente do meio científico que Huxley estava tentando "destronar". Owen pareceu inicialmente neutro, mas então escreveu um artigo condenando o livro.
O corpo científico da Igreja da Inglaterra, incluindo os antigos tutores de Darwin em Cambridge, Sedgwick e Henslow, reagiu contra o livro, embora ele tenha sido bem recebido por uma nova geração de jovens naturalistas. Foi quando sete ensaios e resenhas feitas por sete teólogos anglicanos liberais declararam que milagres eram irracionais e atraíram a atenção para si, desviando-a de Darwin.
O confronto mais famoso ocorreu em um encontro da Associação Britânica para o Avanço da Ciência em Oxford. O professor John William Draper fez uma longa apresentação sobre Darwin e progresso social e, então, Samuel Wilberforce, o bispo de Oxford, atacou as ideias de Darwin. Em um acalorado debate, Joseph Hooker defendeu Darwin com tenacidade e Thomas Huxley se estabeleceu como o "bulldog de Darwin" – o mais veemente defensor da teoria evolutiva no palco Vitoriano. Conta-se que tendo sido questionado por Wilberforce se ele descendia de macacos por parte de pai ou de mãe, Huxley murmurou: "O Senhor o deixou em minhas mãos" e respondeu que "preferia ser descendente de um macaco que de um homem educado que usava sua cultura e eloquência a serviço do preconceito e da mentira" (isto é contestado, veja Wilberforce and Huxley: A Legendary Encounter). Logo se espalhou pelo país a história de que Huxley teria dito que preferia ser um macaco a um bispo.
Muitas pessoas sentiam que a visão de Darwin da natureza acabava com a importante distinção entre homem e animais. O próprio Darwin não defendia suas ideias em público, embora ele lesse avidamente tudo sobre o debate. Ele se encontrava frequentemente doente e apenas fazia comentários através de cartas e correspondência. Seu círculo central de amigos cientistas – Huxley, Hooker, Charles Lyell e Asa Gray – ativamente colocavam seu trabalho em discussão nos palcos científico e público, defendendo-o de seus muitos críticos e ajudando-o a ganhar o respeito que lhe valeu a medalha Copley da Royal Society em 1864. A teoria de Darwin também foi usada como base para vários movimentos da época e tornou-se parte da cultura popular. O livro foi traduzido para muitos idiomas e teve numerosas reimpressões. Tornou-se um texto científico acessível tanto para aos novos e curiosos cidadãos da classe média quanto para os trabalhadores e foi aclamado como o mais controverso e discutido livro científico de todos os tempos.





Referências: https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin